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Artigo

Bullying

Preconceito, Agressão à vítima, isolamento!




Sobre a definição do termo, todos já sabem o que é.
Foi exaustivamente explicado o seu significado pela mídia, revistas e jornais.
E agora iniciaram as aulas do segundo semestre e a ameaça do fenômeno.

Mas porque será que vem aumentando tanto a ocorrência deste comportamento?
Será que há algum tempo atrás, o acesso às notícias era mais difícil?
Ou a ocorrência do fato não era registrada?

Mas, de qualquer forma, a crueldade com que esse evento vem ocorrendo
surpreende-nos cada vez mais...o que faz uma pessoa - seja a faixa etária que for, ou qualquer ocupação que tiver – colocar o seu próximo em um lugar de tanto sofrimento
e exposição? Qual o sentido disso, se pensarmos na evolução da humanidade?

Penso que está havendo uma desumanização das pessoas. Observamos aturdidos, através das notícias, a que ponto consegue chegar uma pessoa ou um grupo de
pessoas, para destruir o outro, seja fisicamente, seja moralmente.

É como se existisse um mundo interno pessoal e|ou coletivo tão destrutivo, que acaba sendo projetado no nosso mundo externo. Olhem os filmes que assistimos na TV, os vídeos games que nossas crianças jogam, as músicas tocadas nas rádios....o ser
humano perdeu seu coração, perdeu sua alma, ficou “ desalmado”....e está
“desalmando” o mundo....seja o mundo mais próximo ou o mais distante de si...

Mas e a vítima ou vítimas disso tudo??? Temos que olhar para isso também....se existe
um destruidor, existe o destruído que permite de alguma forma.....é sempre uma relação de complementariedade. O que faz com que a “vítima” permita o evento? Qual é o seu ganho???

Você pode não concordar com isso, mas pense: essa relação existe porque AMBOS são coniventes; é o dependente e o co-dependente, é o sádico e aquele que permite sofrer...pode-se fazer ou não parte dessa “relação doentia”. Mas fica claro que ambos têm seus ganhos para permanecer nisso.

E podemos olhar para isso, pensando também no bode expiatório.
É conveniente a presença do bode expiatório nas relações afetivas, familiares e profissionais. De uma parte há aquele que, de uma forma inconsciente, projeta em
alguém seus conflitos internos mal resolvidos, tentando, de alguma forma aliviá-los.

Fica eleito, então, aquele que é o portador da “doença” de determinado grupo. E isso
fica evidente onde há um desequilíbrio de poder das pessoas envolvidas.

Acredito que, esse fenômeno poderia deixar de fazer parte de nossas vidas, se houvesse um trabalho em cima de cada pessoa, tornando conhecido o seu mundo interno, ou seja, o processo de auto conhecimento que levaria o ser humano a uma maior conscientização, ao resgate de sua alma e , conseqüentemente, a um olhar amoroso em relação ao seu próximo.

M. Tereza Giordan Góes

Os vícios nossos de cada dia

Ao observarmos a nossa sociedade , de uma forma geral, notamos uma incidência cada vez maior de pessoas dependentes, compulsivas e viciadas em algo; vícios de ordem química e/ou emocional, ou seja, a dependência a alguma droga psicoativa, lícita ou ilícita e a dependência de comportamentos abusivos e desadaptados.

Quimicamente falando, vemos pessoas dependentes de drogas como o álcool, a maconha, a cocaína, a heroína, até os anti depressivos, os ansiolíticos e outros medicamentos prescritos para emagrecer, para engordar, para melhorar o desempenho sexual, enfim, há medicamentos para todos os gostos.

Emocionalmente falando, se é que dá para fazer essa diferenciação, vemos pessoas totalmente dependentes de outrem, algumas “viciadas em amar”; outras extremamente inseguras e ciumentas, que não conseguem viver sem “espiar” e “controlar”a vida do seu parceiro(a) ; assim como pessoas compulsivas por compras, por jogos, por sexo, por esportes; algumas que realizam rituais estranhos e repetitivos, entre outros comportamentos estranhos, bizarros e, por vezes, assustadores...

Diante desse cenário tão “viciante”, deveríamos procurar compreender qual é o sentido desse modo de vida tão comprometido, sem qualidade e que tanto nos surpreende; o que o ser humano busca com essas atitudes, ou do que está fugindo.

Numa sociedade cada vez mais competitiva e consumista, onde os valores estão passando por uma transformação, vemos pessoas cada vez mais preocupadas com o seu status, frente à sociedade. Consomem de uma forma desenfreada, numa louca tentativa de alívio para as suas angústias. Caso não adquiram o celular de última geração; o computador mais sofisticado; a bolsa da próxima estação; o carro do ano que vem, sentem-se defasados, excluídos, rejeitados pelos demais.....e acreditam que consumindo loucamente, obterão um pouco de tranqüilidade, pelo menos por pouco tempo....mas, em vão...logo sentem-se angustiados novamente e, de novo se inicia um ciclo de compras e comportamentos absurdos.

Eis aí uma nova linha de conduta, em cima de uma fantasia irracional, que os leva a um comportamento viciante....

A busca exagerada de um prazer ilusório, aliena as pessoas. O ganho e o acúmulo valorizados em nossa estrutura social, paralisa o ser humano. Acredita-se necessário substituir o sofrimento gerado pela angústia, por algo prazeroso e de efeito imediato. Tudo passa a ser descartável, desde os objetos de consumo, até as relações humanas, tanto com o mais próximo ou mesmo com o mais distante.

Numa sociedade mais adaptativa que evolutiva, o sofrimento e a morte são negados e, o olhar é direcionado apenas para o mundo exterior.

Penso que na instalação dos nossos vícios de cada dia, a saída que se acredita como a mais “conveniente” e “menos ameaçadora” , é buscar os anti depressivos que têm a função de dar continuidade e de reforçar ainda mais este olhar “ para fora”.

Como o próprio nome diz, a depressão é definida como algo voltado para dentro e, olhar para dentro é exatamente o que o ser humano não pretende. Olhar para o mundo interno, é entrar em contato com nossas dores, nossas angústias, nossos sofrimentos. E isso assusta, amedronta, mesmo que nos traga a evolução, enquanto seres humanos.

A evolução envolve a retomada das nossas vidas de forma mais consciente e responsável, revendo e questionando de uma forma crítica os valores impostos pela sociedade.

. Tereza Giordan Góes
 
   

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