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Midia

O flerte, o namoro, a paixão, a obsessão

Segundo a Física Quântica, é o olhar do observador que modifica o objeto

artigo publicado em 12/7/2008 no Jornal A TRIBUNA (Santos)


Existem milhões de objetos no nosso Universo, e em cada um desses objetos existem milhões de possibilidades. Eles estão lá, quietinhos, mas, basta um olhar com algum significado para um deles e eis que se transforma e passa a adquirir um sentido. E,
quanto mais se olha e quanto mais se atribui um significado, mais importante ele se
torna, destacando-se entre os demais.


Saint Exupéry já dizia isso em seu "O Pequeno Príncipe": "...foi o tempo que perdeste
com tua rosa que fez tua rosa tão importante..." Mas, o que pode acontecer com um objeto se milhões de pessoas atribuírem a ele o mesmo significado? E o que foi que o tornou tão importante? Os vícios e as dependências, sejam eles da ordem que forem, originam-se aqui.


O mundo é relação, é troca, e se dá de todas as formas, seja ela com objetos ou com pessoas. Não conseguimos viver sem nos relacionarmos e sem trocarmos. Todas as nossas relações interpessoais e aquelas que temos com os objetos que nos rodeiam, fazem parte da nossa rotina e é assim que nos transformamos. Se, olhamos para um objeto ou uma pessoa com um olhar diferente, fazendo com que ele se destaque dos demais, estamos iniciando a fase do flerte. Podemos avaliar se aquilo será bom para nós
e a partir daí, descartá-lo ou mantê-lo. Caso não o descartemos, esse objeto passa a adquirir uma determinada importância, iniciando-se então, um relacionamento. Pode ser algo saudável ou não. Vai depender do equilíbrio na relação e, se haverá algum acréscimo positivo em nosso viver.


Depois do flerte, vem o namoro. O interesse se torna maior e, por meio de projeções que fazemos - nas quais, de uma forma inconsciente percebo no outro ou no objeto, características e qualidades positivas ou negativas minhas - se inicia a paixão. E a paixão, em sua forma mais destrutiva dá origem à obsessão. Daí os vícios e as dependências.

Um adolescente começa a se interessar pelo MSN. Vê aquilo como uma possibilidade de comunicação com o mundo. Mas, dependendo da forma como ele se relaciona com o mundo virtual, poderá se tornar um dependente daquela máquina, comprometendo toda
a sua vida. Acontece isso também no mundo das drogas. O álcool, a maconha, a
cocaína , assim como a maioria dos medicamentos, tornam-se algo extremamente importantes na vida de um indivíduo. E no campo afetivo, encontramos homens e mulheres dependentes do ser amado, impossibilitados de trilhar seu caminho sem a presença deles.


Numa sociedade em que o marketing sabe manejar os desejos da maioria, e na qual há
um interesse muito grande no consumo de tudo, sejam objetos ou pessoas que acabam se tornando seres descartáveis em nossas vidas, o vício acaba se tornando inerente ao ser humano, como se fosse algo natural. As pessoas acabam se tornando meros robôs manipulados pela sociedade capitalista que estimula cada vez mais o consumo, levando
o indivíduo a ilusão da posse do poder. E é assim que compramos pacotes na TV para espionarmos a vida dos que lá estão expostos. Há vícios para todos os gostos.


O desejo, que deveria ser a busca de um sentido existencial e a entrega ao amor, passa
a ser o desejo de consumo. Com isso, o processo de evolução se interrompe, afastando
o indivíduo do seu mundo interno, cada vez mais desapegado do sagrado. O antídoto
para tudo isso está em procurarmos não nos tornar co-dependentes das drogas que nos são oferecidas. A escolha existe: podemos nos manter anestesiados ou partir para o enfrentamento. Não podemos perder de vista o sentido e o significado de nossas vidas.


O olhar amoroso a nós mesmos e ao nosso próximo nos dá força para viver, mesmo quando a vida se mostra penosa. O amor começa no íntimo de cada ser e é o único caminho que nos permite estabelecer a relação de amar e de ser amado. Isso começa
no mundo interno de cada um e, como uma reação em cadeia, se expande por todo o Universo. O encontro consigo e com o sagrado têm como resultado o crescimento e a ampliação da consciência; a "religação" constante com o sagrado é um meio eficaz na prevenção de vícios, dependências e outros sintomas físicos e psíquicos.


M. Tereza Giordan Góes






" A cura só e verdadeira se acompanhada da evolução da alma"
G.G. Jung
   


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